segunda-feira, junho 25, 2007

Lixo Sonoro


Durante a moda das sertanejas, eu não via a hora de passar para ter paz.


Durante a moda do axé, eu não via a hora de passar para ter paz.


Durante a moda do calipso, eu não via a hora de passar para ter paz.


Depois que a moda do pseudo-forró chegou, perdi a esperança de que o mal-gosto passasse.


O mais interessante do mal-gosto é a sua feição democrática: o mal-gosto sempre se faz presente; você querendo ou não. Ele é de fácil acesso a todos e rapidamente se propaga. Até quem não gosta fica obrigado a ouvir tanta porcaria que se produz hoje em dia.


Outra coisa interessante é o altruísmo do mal-gosto: quem escuta não sabe ouvir baixo, tem que compartilhar com a vizinhança inteira. Às vezes o altruísmo é tanto que acontece o que se deu hoje, quando contei três fontes sonoras diferentes do mesmo gênero de subcultura: o vizinho do lado, um carro em frente de casa e uma casa mais ao longe.

É uma diversidade de bandas com nomes de peças de roupa, comida, estado civil ou pretensões sexuais, sempre ligadas ao nome forró, mas que de forró não têm nada (mas não conta pra eles ainda). Somente uma batucada irritante, grunhidos e barangas oxigenadas dançando.



Ficou uma loucura de um doido só: eu, clamando por silêncio e paz.


Os eruditos não, são muito egoístas: você jamais vai encontrar alguém ouvindo música de qualidade em altíssimo volume, em carros de som, nos toques de celular, na casa do seu vizinho às altas horas da noite, em "sinfonias fora de época" espalhadas pelo país.


Tá certo... é época de São João, mas do jeito que tá, nem santo aguenta.

quarta-feira, junho 13, 2007

Gentileza de menos, gente lesa demais

Com a minha super-visão, procurei as causas de um trânsito tão ruim quanto o daqui de Smallvile.
Será que o problema está na engenharia do tráfego?
Procurei nas ruas e não achei nada.
Estaria na superpopulação automobilística?
Olhei nos carros e não achei nada.
Será que é nos motoristas?
Procurei na cabeça deles e não achei nada.
Só então percebi que tinha achado o problema.
Não há nada na cabeça dos motoristas!

Essa praga urbana causa um mal contraditório: a pessoa fica tão lesa que nem consegue ser gentil.


Os carros com computador de bordo têm um QI maior do que o de alguns condutores. Os antigos são bem mais acelerados que os donos.


O que vejo nas ruas são motoristas conduzidos pelos carros; completamente entregues, à mercê deles. Acho que no CRV deveria constar o nome do carro no campo “proprietário” e o nome do sujeito na “especificação do veículo”. Afinal, quem conduz quem?


Não falo nem de andar rápido, falo apenas de andar, com um mínimo de eficiência: fechar a boca pra dirigir, fazer cara de quem sabe o que está fazendo, passar a terceira de vez em quando, sair no verde e não no amarelo, se hipnotizar com o celular ou se maquiar em outra hora, não entulhar o trânsito com seu bate-papo no sinal, respeitar a faixa rápida e faixa lenta (têm esses nomes com esse propósito mesmo), dar pisca-pisca, olhar pelo espelho, dar passagem, não fazer curvas a partir do meio da rua, sair da faixa dupla. Essas coisas tão elementares. É pedir demais?


Pior é quando, ao invés de não ter a menor idéia do que está fazendo, o o sujeito faz de maldade.
Aí não tem engenharia de trânsito que dê jeito, buraqueira que sacuda nem buzina que acorde.
O egoísta torna-se tão egoísta que não distribui seu egoísmo e continua agindo como se as ruas fossem dele, cantando "quem é o gostosão daqui, sou eu, sou eu, sou eu".


Conseguir chegar em casa depois de um dia de trabalho é outra luta.
São apenas seis quilômetros, mas se alinharmos os retardados que se vão pelo caminho, daríamos duas voltas pela Terra e atingiríamos a Lua.


Cadeia ... Não… Cadeia não… Uma jaula até que cairia bem, mas cadeia não resolve. Auto-escola para eles!

segunda-feira, junho 04, 2007

Flanelinhas


Há uma espécie de praga urbana que parasita os bens públicos como se fossem seus e se alimenta de dinheiro sugado das pessoas que param em seus domínios.


É um ser aparentemente calmo, mas cuidado, não o provoque porque ele é muito feroz. Defende o “seu” território com unhas-e-dentes (e facas e revolveres e capangas e ameaças…).

Parece ser invulnerável, porque o Estado, guardião do bem público, senhor do monopólio policial, judicial e legal; nada faz para nos salvar dessa praga.


Pode ser reconhecido por portar sempre um trapo característico, na mão ou no ombro (daí o seu nome científico), e também pela emissão de sons bem próprios, como “dá uma olhadinhae, doutor”, “trocadinhaeee... armenos dez centavos”, “lavadinhaeee…”, “vem, vem, vem, aeee, podeixar…”; ou mesmo um simples assovio “fiiiiiiiu” com o polegar para cima, diante de um sorriso amarelo; significando que você está sob seu poder.


Essa espécie tem variações muito perigosas. Uns são apenas pais de família fazendo o errado em busca do sustento, outros são verdadeiros lobos em pele de cordeiro.


Os camuflados de simplórios lavadores de carros, enganam desavisados, que, ao notar a falta do estepe, do macaco, do som, do livro que estava no banco de trás ou das moedas largadas no console; já é tarde demais.


Outros sabem de todos os seus movimentos e indicam aos chacais quais as melhores investidas.


Uma variação habita os semáforos, como lavadores de vidros, aguardando apenas a hora do melhor “bote” naquilo que você der mole.


Criminosos à parte, o flanelismo é um excelente investimento: o sujeito gasta apenas R$ 1,00 pelo trapo pendurado no ombro e com isso submete a população a sustentá-lo pelo resto da vida, ou seja, você tem que pagá-lo para usar o que já é seu, as ruas e calçadas.


Pagar por pagar, prefiro mil vezes um shopping, porque estou pagando pelo uso do espaço de alguém e não por aquilo que já é meu, e ainda haverá quem se responsabilize por qualquer dano. De qual risco o flanela nos preserva, a não ser dele mesmo?


Foi criando o risco e vendendo a falsa segurança que a máfia começou, nos EUA. Ninguém os conteve e vejam onde chegaram. A praga virou pandemia. Vamos resistir enquanto há tempo!

terça-feira, maio 29, 2007

Pragas Urbanas

A partir de hoje vou começar uma série de blogs tratando de um tema muito sério e que aflige indistintamente os habitantes das cidades, as pragas urbanas.


Infelizmente o tema é vasto, fértil, rico. Faremos os apontamentos em várias partes e sofreremos em prestações.


Desde que o homem primitivo alimentou os primeiros lobos, iniciou-se a inevitável convivência, que até hoje existe, entre os agrupamentos humanos e algumas espécies de animais. Graças a esse fato, o sujeito cria seu passarinho, seu cão, seu gato…


Mas nem sempre essa convivência é harmônica, às vezes um se torna lobo do outro. Quando há um descontrole populacional do lado de lá, chamamos de “pragas” e controlamos exterminando alguns espécimes. Quando o descontrole ocorre do lado de cá, os animais chamam de “devastação ambiental” e quem se vinga é a própria Terra, com um tsunami, um terremoto ou uma inundação.


Especificamente no meio urbano, tem sido observada a existência de algumas pragas próprias e que afligem um número indeterminado de vítimas.


Não falo do pombo, do pardal, do rato, da barata, do gato, do mosquito da dengue, do bacilo da cólera, dos gafanhotos, do cupim ou das saúvas. Falo de animais muito piores.


Falo da síndrome da passagem (tratada blogs atrás), dos males do trânsito, do flanelinha, do vendedor de balas em pontos de ônibus, da inexplicável atração de alguns elementos do sexo masculino pelos derredores de caixas de som ensurdecedoras, do sentimento de vazio existencial tão grande que alguns sentem que se acham sozinhos no mundo, dentre outros, que explicarei detidamente em cada um dos blogs, tentando alertar, detectar, controlar ou mesmo erradicar essas pragas, a fim de tenhamos paz na vida.


Até os próximos... se eu sobreviver até lá.


domingo, maio 27, 2007

Pequenos conselhos para uma festa infantil


Diante do que vi na última festinha infantil, só tenho três coisas a dizer:

A primeira é: não pegue para si as lembrancinhas em cima da mesa vizinha e ponha a culpa no seu filho. Isso não cola mais. Das duas, uma: ou você não tem educação ou capacidade para educar uma criança.


A segunda é: se alguma coisa estiver na mesa ao lado, significa que a mesa está ocupada. Não adianta disfarçar. Você não vai ficar mais invisível que os donos dela; vai é ficar mal na fita.


A terceira é boa. Receba seus convidados com amor e atenção e eles nunca mais esquecerão.

Parabéns aos donos da festa (apesar do comportamento de alguns convidados).


terça-feira, maio 15, 2007

A síndrome da passagem


Cuidado, meus amigos. Há uma nova virose espalhada na cidade que pode contaminar você! É a síndrome da passagem.


Seus sintomas são uma súbita leseira ao passar por portas, corredores, portões, escadas rolantes ou portas de elevadores. Geralmente ocorre em locais públicos e lotados, onde a vítima simplesmente sente como se estivesse sozinha no mundo e pára, obstruindo a passagem de todos os demais presentes, com ares de quem foi acometida por amnésia, olhando para os lados, perdida em pensamentos, agindo como um verdadeiro zumbi.


Uma versão mais agressiva desse mal tem sido observada em condutores de veículos, que de repente perdem a noção de onde estão, esquecem as normas de trânsito, desaceleram ou mesmo param seus carros no meio da rua, agindo como se nunca tivessem dirigido antes. Os efeitos colaterais são transtornos, engarrafamentos e perigos para outros motoristas não infectados.


Cientistas do mundo inteiro estão se dirigindo para cá, em Smallvile, para estudar as razões de essa patologia criar no indivíduo o desejo súbito de emperrar a passagem de outras pessoas. Até mesmo um shopping center experimental, com ruas e calçadas exteriores, foi montado para simular o habitat natural dos espécimes portadores. Há suspeitas de ligação com as mesmas causas do entupimento das válvulas e artérias do sistema circulatório, causadora da esclerose mental; transpondo para a dimensão exterior do sujeito o efeito dos seus entupimentos internos.


Recomenda-se paciência com eles, pois os cientistas garantem que os portadores da síndrome não agem assim por falta de educação ou egoísmo, mas por doença mental mesmo! Se você apresentar algum desses sintomas, por favor, fique em casa, em alguns anos eles desaparecerão sozinhos.

Clark Kent, direto da redação do Planeta Diário.

quinta-feira, maio 10, 2007

Para o alto e avante!




Esse foi um ano muito bom pra mim. Tenho que ser grato a Deus e às pessoas que entraram, passaram ou ainda estão comigo no caminho que trilhamos juntos. Todas elas sempre me acrescentaram muito, pela melhor ou pela pior das experiências.


Termino contando meus anos pelo aniversário, época de balanço pessoal. Agora estou entre a mística idade do Cristo sacrificado e a plenitude dos poderes do Superman na Terra. Com essa responsabilidade é impossível escapar de um “balanço”.


Do aniversário anterior pra cá comecei a trabalhar em dobro - ou em triplo, não sei bem, não tive tempo ainda pra pensar nisso - mas entendi o dever e o prazer do relaxamento, primeiramente como respeito a mim mesmo.


Aprendi também a desapegar de coisas e de pessoas. Eles vêm e vão, como as ondas do todo-mar. Tive que criar forças pra me manter forte quando sozinho e a valorizar os momentos de boas companhias.


Aprendi a ser mais útil aos próximos, os indeterminados, que viajam na corrente cibernética. A fazer o bem indiscriminadamente.


Desenvolvi o talento e o gratificante amor à foto e com isso uma intimidade com a linda luz do pôr-do-sol. O contato com o sol amarelo desse planeta me deixou mais forte. Forte para mergulhar de cabeça no trabalho, para, num crescente, crescer e ajudar a crescer.


Em todos esses momentos, tive a graça de contar com o amor sempre ao meu lado, nas suas mais variadas formas e hoje a alegria maior é a de poder tê-las identificado uma a uma.


Amor que se assume e amor que não se reconhece. Amor que se nega e amor que renega. Amor que persegue e amor que liberta. Amor que ensina pelo amor e amor que ensina pela dor. Amor doente, amor-terapia, amor-cura. Amor complicado e amor simples… apenas amor. Amor distante e amor presente. Amor distante-perto e amor perto-distante. Amor-paixão, paixão-amor, amor-amizade e amizade-amor. Amor filial, fraternal, erótico e outros nem tão presentes, como o paternal e o maternal, que, parece, ficaram em Krypton moribundo.


A Deus sou grato por ter emanado dele e feito chegar amor a mim, pelos seus mais diferentes canais e expressões. E mais, como diz Vinícius, por me permitir senti-los eternos enquanto duraram; pois, nas palavras de Oswaldo Montenegro, metade de mim foi amor… e a outra metade também. De tanto amor, só o que restou foi... mais amor.


Agora é virada… mais um ano, para o alto e avante!


domingo, maio 06, 2007

Homem-Areia 3


Esse fim-de-semana fui dar uma força ao meu amigo cabeça-de-teia. Fui à estréia de seu novo filme.

Aqui em Smallvile – a cidade que não acontece nada – foi um evento em escala planetária. Shopping lotado. Gente pra todo lado. Todos hipnotizados pela novidade. Que se mostrou ser um verdadeiro programa de índio.

A promessa de um filmaço frustrou tanta expectativa logo nos primeiros minutos. Depois de muita luta (minha) pra chegar ao final do filme, foi morrendo um e foi morrendo outro, eu quase morria também.... de sono. Tive que colocar teia nas pálpebras pra não dormir. O filme só acerta nisso: a maior luta será interna (pra ficar acordado).

O enredo parecia mais novela da globo e perde em ação para seu próprio trailer. Isso sem falar num Peter Parker meio afeminado, parecendo um dançarino espanhol, com lápis nos olhos e franjinha pra frente. O que característica será que a roupa negra revelou? Pelo menos ela não tinha mamilos como a do Batman.

Aconselho a quem for assistir que vá à tarde porque após às 21h é pedir pra dormir. Por falar em insônia, assim que sair em DVD vou comprar uma cópia pra mim, para aquelas noites em que não pegar no sono.

O irônico é que um dos bandidos é o Homem-areia, mas que esfarelou no final foi o "Hemo"-aranha.

Vez por outra o cinema “derruba” um herói. Ainda bem que a essência se mantém.

quinta-feira, maio 03, 2007

Astrônomos descobrem Krypton

Pesquisadores também estão a ponto de achar a Fortaleza da Solidão

Caverna de Cristal dos Gigantes, em Naica, Chihuahua, MX

As evidências comprovam: ele está entre nós. É questão de tempo até que o salvador se revele para a humanidade. Cristo? Não! Super-Homem!


Depois da kryptonita encontrada na Sérvia, agora surgem novas informações sobre Krypton e a Fortaleza da Solidão. Cientistas da organização Européia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral (ESO) descobriram na constelação de Libra um planeta com temperatura, água e composição do solo similar à Terra, orbitando ao redor de um sol vermelho. Oficialmente, trata-se do primeiro planeta fora do Sistema Solar, identificado por especialistas, que permitiria o surgimento de seres vivos. Extra-oficialmente, muitos já estudam a possiblidade de Krypton não ter explodido, como se acreditava.


Enquanto isso, em Chihuahua, no México, a mina Naica começa a ganhar as manchetes. Descoberto por prospectores em 1794, o lugar atraiu até os anos 1900 interessados em ouro, prata e zinco. Apenas recentemente os vastos salões de selenita - cristais translúcidos com até 1,21 metro de diâmetro e 15 metros de comprimento - começaram a ser desencavados. Até agora foram encontrados, e nomeados, a Caverna de Cristal dos Gigantes e a Caverna das Espadas. Qualquer semelhança com a Fortaleza da Solidão é mera coincidência. Ou será que não?

(o)gradecimento: Eurico Junqueira

http://www.omelete.com.br/Conteudo.aspx?id=100005251&secao=game

25/04/2007Marcelo Hessel

domingo, abril 29, 2007

Guerra dos Mundos

Outro dia eu saí de casa e fiquei assustado com o movimento das pessoas. Havia uma espécie de pânico no ar. Todo mundo corria de um lado para o outro, levando seus pertences e filhos, juntando tudo nos carros, saindo em disparada, zarpando e buzinando pelas ruas, em gritaria, balançando trapos coloridos pelas janelas. Euforia ou neurose, não sabia, mas tudo parecia emergencial. Tanta emergência que a rua estava apinhada de carros de polícia… do choque ao ambiental.

O fato de o clima de repente ter virado, ficado cinza, com nuvens escuras, vento soprando mais e mais forte, batendo portas e janelas, até finalmente chuviscar; colaborou ainda mais para o clima de “Independence day”. Era a própria antítese de “O dia em que a Terra parou”, de Raul Seixas.


Olhei para cima à procura de discos voadores, asteróides de cataclismos ou o próprio juízo final. Ouvia estrondos ao longe, sem saber se eram bombas ou trovões. Pensei que o mundo fosse acabar naquele dia mesmo, sem ter atingido a plenitude de meus poderes.


Liguei o rádio em busca de notícias, de saber onde começar a atuar, mas o locutor falava sem parar, rápido, atravessado e vibrante; não conseguia entender nada.


Só depois pude descobrir que não era nada do que estava pensando, que aquilo tudo era apenas por causa de um jogo de futebol. Mais uma imperdível disputa entre gregos e troianos, medos e persas, romanos e bárbaros, gladiadores e loés, Tom e Jerry, Piu-piu e Frajola, ABC e América, Botafogo e Flamengo… pouco importa, para mim era “x” contra “y” e o placar é sempre 0 a 0.


O engraçado é que dias antes precisei de apoio policial, poderia até ser ambiental, para dar um jeito no animal, que é o meu vizinho, mas eles não puderam ir lá em casa. Deviam estar economizando combustível e recursos públicos para o grande evento deste domingo: o jogo de futebol!


Em que planeta eu fui me meter? Tem sempre alguém enfrentando alguém e outros tantos endoidando em volta!

quarta-feira, abril 25, 2007

A Kryptonita e o Inferno Astral


4/04/2007 - 11h33 - Atualizado em 24/04/2007 - 11h39 Agência EFE

Grupo descobre 'kriptonita' em mina sérvia

Material tem a mesma composição de restos fictícios do planeta do Super-Homem.
Composto, chamado jadarita, será exposto no Museu de História Natural em Londres.
Da EFE
Foto: Divulgação
Divulgação
A "kriptonita" de verdade é branca e não emite radiação. (Foto: Divulgação)

A "kriptonita" deixou de ser apenas o mineral radioativo fictício que deixa o Super-Homem sem seus poderes, depois de uma equipe de cientistas britânicos descobrir, numa mina da Sérvia, um material com sua mesma composição química, revelou nesta terça-feira (24) o Museu de História Natural de Londres.

A "kriptonita" das histórias em quadrinhos do super-herói nascido no distante planeta Kripton é uma substância verde e brilhante. Já o mineral achado na Sérvia é esbranquiçado, terroso, não emite radiação e não vem do planeta de rocha e gelo do Super-Homem.

Dirigida pelo mineralogista britânico Chris Stanley, uma equipe de cientistas analisou um desconhecido mineral achado em minas da Sérvia por geólogos do grupo minerador Rio Tinto. E descobriu que sua composição química coincidia com a descrição da "kriptonita" apresentada no filme "Superman - O Retorno".

Na superprodução de 2006, o arquiinimigo do herói rouba um fragmento do mineral radioativo do museu Metrópolis. O rótulo diz: "sódio, lítio, boro, silicato, hidróxido e flúor".

Stanley, do Museu de História Natural de Londres, explicou que a identificação da estrutura do mineral revelou uma fórmula quase idêntica à do filme, mas sem o flúor.

"Deveremos ter cuidado com o mineral. Não queremos deixar a Terra sem o seu mais famoso super-herói", brincou Stanley.

O mineral descoberto, consideravelmente duro mas muito granulado, não poderá se chamar "kriptonita" porque não tem nada a ver com o criptônio, gás nobre incolor que consta da tabela periódica. O seu nome será jadarita, porque foi descoberto numa mina da região de Jadar, no oeste da Sérvia.
O mineral será exposto ao público nesta quarta-feira.

(http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUI26197-5603,00.html)



Obrigado, Lex Linguarudo! Era tudo que eu precisava num momento como esse.


quinta-feira, abril 19, 2007

E-contros e dez-encontros

Vivemos estranhos momentos, marcados por contradições. Embora a tecnologia tenha nos propiciado vários meios para nos encontrar e unir, terminamos, por causa disso, nos separando ou mesmo isolando à frente do computador.


Uma das grandes vantagens do e-mail, fotologs, sites de relacionamentos, programas de mensagens instantâneas, telefones celulares com câmera e acesso à internet, enfim, da mobilidade e da velocidade da informação, é justamente o imediatismo; isto é, a capacidade de colocar o usuário praticamente à presença virtual de seu interlocutor. Cartas que demoram dias a chegar e telefones fixados nem sempre onde está o nosso objetivo foram superados.


Famílias não perdem o contato, mesmo estando separadas por meio mundo; viajantes estão sempre perto dos seus; facilmente encontramos um amigo, um parente, até um amor. As vidas estão sempre atualizadas e expostas; onde quer que se vá, pelo tempo que for.


Contudo, não são raros os casos de separações por adultérios virtuais ou de pessoas que não têm vida social fora dos círculos eletrônicos.


E, fora o mais grave, fico perplexo ao constatar como, com tantos recursos, ainda não conseguimos nos comunicar satisfatoriamente. Como, ainda assim, não conseguimos externar nossos sentimentos e nos fazer entender. Como pequenas falhas de comunicação levam ao desencontro dos que deveriam se encontrar. Como podem acontecer separações dos que se uniram graças a esses meios. Como o “não dito”, o “mau dito” ou o “dito pelos outros” pode afastar o mágico encontro propiciado pelo meio eletrônico. Como o calor humano está perdendo temperatura para o rosto frio do monitor.


Ainda temos uma gama muito grande de recursos para nos comunicar e nos aproximar. Que o torpedo se afunde no caminho, que o msn esteja fora de serviço, que o e-mail vá para a caixa errada e o celular fique fora de área; mas temos que cuidar para jamais nos perdermos uns dos outros nessas estradas cibernéticas da vida.


domingo, abril 15, 2007

Para que serve o Superman?

Você pode passar a vida desafiando o Superman: troque o pneu do carro dessa grávida, tire meu gatinho da árvore, leve minha filha ao hospital, contenha essa enchente, vá à escola tal para uma apresentação das crianças, visite minha cidade, etc, etc, etc…

Se o Superman recusar tudo isso, há quem diga: então ele não é o Superman!

Mas o Superman existe para isso? Para condenar as pessoas aos seus caprichos, indolências e negligências? Para servir de autômato de alguém?

O Superman será sempre o Superman, mesmo diante da dúvida e do desafio, porque ele existe para inspirar e estimular as pessoas a se conhecerem, evoluírem e a desenvolver o Superman que elas trazem dentro de si; e não para cultivar a preguiça evolutiva.

Sorte de quem já se descobriu e ajuda outros a descobrirem o seus super-poderes.

quinta-feira, abril 12, 2007

Quando tudo cair tudo se erguerá


Quando tudo cair
Quando tudo encher
Quando o vento levar
Quando a água tomar os campos
Tudo perderá o sentido e novos sentidos chegarão

Política, Economia e Direito se re-encaixarão
O tripé movimentará suas pernas
Poder, posses e reivindicações lidarão com horizontes mais estreitos

Quando o gelo derreter, o gelo do homem estará à prova
Quando o fogo arder, deverá o homem acendê-lo dentro de seu coração
Quando os pássaros perderem os ninhos, os homens aprenderão a aproveitar o espaço
Quando faltar espaço aos nossos pés, buscaremos acima das nossas cabeças
Quando a Terra espreguiçar, cessará a preguiça do homem
E o que hoje é a fartura de um será a salvação para muitos

Aprenderemos a compartilhar, não tendo o muito, mas o escasso
Aprenderemos a valorizar, não tendo a beleza, mas a desolação
Aprenderemos a comer, não o tóxico, mas o necessário
Aprenderemos, não pelo amor, mas pela dor.
Aprenderemos, não porque fomos sábios, mas inconseqüentes
O mundo precisará, mas muitos, infeliz e tardiamente, só então descobrirão que são Super-heróis

terça-feira, abril 10, 2007

Para tudo

Para tudo há uma razão de ser.
Ninguém entra na vida de outro sem uma causa.
Igualmente, não se sai, sem que também uma não haja.
Assim como na duração, os fracassos têm sua explicação.

A vida nos preserva de certas situações que, embora queiramos muito, não nos seriam proveitosas.

Relacionamentos fracassados são exemplos que lamentamos, mas, ao vivê-los mais, estaríamos frustrados.

Por outro lado, ou entramos ou somos mantidos propositadamente, para que enxerguemos a sua utilidade, lição ou benefício.

Pessoas provam seu valor durante o dia-a-dia; como pequenos fachos que pouco a pouco se transmudam em faróis, como centelhas que assumem a grandeza da chama.

Fatos se revelam de modo todo próprio; como martelos a bater em nossas cabeças, como luzes que chegam a nos cegar, como os temperos que intensificam seus sabores.

Tudo ensinando-nos a enxergar.

Tudo alertando-nos para os sinais.

Tudo indicando-nos o caminho e o final.

Tudo demonstrando-nos a retidão das linhas tortas

em que a vida escreve as nossas histórias.

quinta-feira, abril 05, 2007

Olhares...


"Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a boca e não cale na boca notícia ruim" (Dom de Iludir - Caetano Veloso)


"Este seu olhar quando encontra o meu, fala de umas coisas

que eu não posso acreditar" (Este seu olhar - Tom Jobim)

"Os meus olhos coloridos me fazem refletir
eu estou sempre na minha e não posso mais fugir" (Olhos coloridos - Sandra de Sá)


"Seus olhos e seus olhares, milhares de tentações.
Meninas são tão mulheres. Seus truques e confusões" (Garotos II - Leoni)


É isso! Se um olhar diz mil palavras, ai vão umas mil-e-tantas....

terça-feira, março 27, 2007

Aos que sofrem


Aos que sofrem pela perda de um ente amado, deixo a conformação de terem voltado ao infinito.
Aos que choram a falta de um amor, deixo a certeza de que não se perde o que não se tem.
Aos que sentem a falta de um amor, que partiu ou que ainda não chegou, deixo a constatação de que as partidas e chegadas acontecem apenas na hora exata.
Aos que anseiam pela passagem rápida do tempo, recordo-lhes os melhores vinhos, as obras da natureza e das expiações necessárias antes de novos estágios evolutivos.
Aos que clamam por justiça, ressalto que não lembramos do passado e muito menos desconhecemos o futuro.
Aos assaltados pela inveja, mal-falação, discórdia, intriga, dentre outros venenos da alma, entrego o antídoto do sucesso através do trabalho digno.
Aos estressados, o conselho da respiração e serenidade.
Aos famintos de saber, o compromisso do melhor empenho na lição.
Enfim, a vocês, deixo um amor incondicional, através da beleza da vida que nos cerca.

sábado, março 17, 2007

Bizarro

Jovem diz que é Super-Homem e salta de prédio

Enviada por Diane Ferreira Machado
17/03/2007 - 11:35

Na cidade de Graz, Sul de Viena, um homem que afirmava ser o Super-homem, se deu mal ao saltar da janela do 4º andar de um prédio.

O "herói", de 23 anos, machucou a cabeça e as costas e só não se feriu mais pois caiu em cima de um telhado.

Os paramédicos que o atenderam dizem que o rapaz havia sim bebido várias garrafas de vinho e devia estar meio louco quando cometeu a maluquice.

Testemunhas ainda contaram que o jovem gritou "Sou o Super-homem e nada pode comigo" antes de saltar.

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Para o alto e avante (se eu cair me levante) - é o que dizem!

Amadores..... tsc tsc tsc.... não o culpo por tentar.



quinta-feira, março 08, 2007

Criminalidade animal


Em Sampa presenciei três momentos marcantes da crescente criminalidade, típica das grandes cidades. Dessa vez envolvendo animais.... animais de verdade!

Essa pantera foi detida no aeroporto, vinda de Angola, com drogas escondidas na bagagem. Após ser trancafiada, alegava não saber como a droga foi parar junto com seus pertences. "Isso é caso de racismo, estão fazendo isso comigo só porque sou negra"; alegava a felina.

Em outro caso, um jacaré foi preso por tentar comer um menor. A polícia chegou ao local quando o réptil estava praticamente com a boca na botija. Apesar do tamanho da boca, não houve qualquer declaração por parte dele à imprensa.

Por último, como não poderia deixar de ser, tratando-se de quem falo, este macaco-aranha foi surpreendido quando exibia a sua banana para populares que passavam pelo local. "Patifes, patifes, venham me pegar!", gritava ele, desafiando a polícia, lá do alto da árvore.

Fora isso, rolinhas atentando ao pudor, gatinhas fazendo gestos obcenos e cachorras rebolando no meio da rua. Entrei na lista negra das zebras.

Essa vida de repórter tá me matando....

Safo

E por falar em dia internacional da mulher, essa é Safo. Ela sabe se virar sozinha (ainda na Pinacoteca de Sampa).