quarta-feira, junho 11, 2008

Solidão


Pode parecer paradoxal no dia dos namorados falar de solidão, mas eu mesmo este ano estou sozinho e isso não quer dizer que me sinta só, solitário; estou apenas sozinho, por enquanto acompanhado de mim mesmo.


Do muito que vi, do pouco que sei, pior que solidão-sozinha é solidão-acompanhada: o estar junto, mas ser incompleto. Por isso tenho ficado tão preocupado com algumas posturas sobre relacionamento.


Por medo da solidão-sozinha, muita gente se submete a estar com alguém apenas por estar. Apenas para não ficar sozinho, não se põe fim ao que perdeu a razão de ser. Por medo da solidão-sozinha, há uma espécie de busca frenética “por alguém” no meio da multidão que nos dê alento. E paga-se bem. Pessoas se colocam numa espécie de “bolsa de valores”, subindo suas cotações, inflacionando o mercado ou gerando amargas taxas de juros a curto prazo. E no fim, quem tem o “seu” não larga o osso de jeito nenhum, como se fosse a “última coca-cola do deserto”.


Sei bem que a solidão-sozinha é dura. Não é fácil estar sozinho. A solidão não tem pressa em destruir o nosso ânimo, em amolecer nossos brios e baixar nossos padrões e auto-estima. Os poetas descrevem bem esse mal. Para Marisa Monte, solidão “é lava, que cobre tudo”, e em Alceu Valença, “é fera, devora, é amiga das horas e prima irmã do tempo”.


Mas, como acredito na dualidade, não há mal que não traga um bem; não há tempestade que não anteceda o sol; não há noite que não termine em amanhecer. Na solidão-sozinha é possível ter mais contato com alguém bastante interessante, de quem nos perdemos há muito tempo, mas que tem tanta coisa a nos revelar: nós mesmos.


Entrar em contato consigo próprio é altamente propício, dá auto-conhecimento, auto-controle, diminui a ansiedade, balança as experiências vividas e nos prepara para um futuro melhor. Quem não fica um pouco só, também não se conhece, não desenvolve a própria força, não desapega das muletas emocionais. Portanto, dificilmente se poderá ficar apto a realmente conhecer um outro alguém.


Se, para casar, é preciso coragem, muito mais é necessária para se separar, para por fim ao que não está dando certo. Por isso que, diante do “mal com ele, pior sem ele”, respondo “antes só do que mal acompanhado”.


Não é que a gente se baste e que não precise de ninguém. Muito pelo contrário. É que cada minuto vivido com a pessoa errada, é um minuto perdido com a pessoa certa. O medo nos paralisa, nos impede de viver e permanecemos na ilusão e na perda de tempo.


Boa sorte a todos que não desperdiçam um minuto de suas vidas e já entenderam que só formamos “dois” unindo “um” e “um”, e que, mais importante do que estar namorando, é estar enamorando. Então: feliz dia dos enamorados!


sábado, junho 07, 2008

Tênis ou Frescobol?




A postagem de hoje é mais que adequada, inclusive porque, quando todos dizem que você não tem razão, a ponto você mesmo questionar suas idéias, ocorre uma genialidade como essa que nos permite continuar na segura convicção de nosso pensar.

O texto abaixo, o qual tomo licença para transcrever, é de Rubem Alves, no site:

http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm.


Vale a pena lê-lo e refletir sobre cada passagem. Divirtam-se.


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...(O retorno e terno, p. 51.).


quarta-feira, junho 04, 2008

Grato!


Fiquei muito feliz de ver o movimento ultimamente por aqui.. digo, na minha cabeça, as tantas inspirações que a natureza humana traz e o resultado que transmudo em posts.

E esse movimento trouxe um movimento ainda mais gratificante: a companhia.

Escrever já é uma tarefa solitária e postar tem sido solitário por muito tempo. Mas o tempo foi passando e me presenteando com a presença de vocês, que tem passado por aqui e deixado pérolas de gentileza, com seus comentários riquíssimos e inspiradores.

É gente que nunca veio e conheceu; gente que já conhecia, mas estava ausente - como a minha prima Supergirl, que voltou a prestigiar. Gente que não conhecia e gostou; gente que já conhecia e agora gosta mais. Gente que traz mais gente e idéias e corações que se unem.

É isso, gente. Certos movimentos começam sozinhos e pouco a pouco ganham aderência, colaboração, velocidade, ímpeto e destino.

Já me senti sozinho por aqui. Lembrava de John Lennon, ao cantar: "você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único; espero que um dia você se junte a nós e o mundo será um só.

Obrigado pela força, afinal, é isso que gera o "para o alto e avante!".

Beijos a todos!

terça-feira, junho 03, 2008

O ser e o não ser


“Ser ou não ser?”; perguntava Hamlet, na peça de Shakespeare.


Hoje somos nós que nos deparamos com esse dilema todos os dias. Só que há algo de mais grave que Shakespeare quis dizer e que ainda não compreendemos.


Na língua inglesa, o original é “to be, or not to be?”. Para eles o verbo “be” é muito mais amplo do que a nossa tradução limitada ao “ser”. O autor não se restringia apenas ao “ser”, ele queria dizer também existir, estar ou acontecer.


Quando nós congelamos diante das situações da vida, nos perguntando o “ser ou não ser”, na verdade estamos nos privando também do existir, do estar e do acontecer. A reticência se mostra muito mais grave quando traduzida corretamente.


Em verdade, não há situação da vida que não traga uma alegria e uma tristeza correlacionadas e indissociáveis. Vivemos uma vida dual, numa realidade dual. Não há ônus sem bônus, tempestade sem bonança, mal que não traga um bem, perda sem compensação, escuridão sem luz.


Tentarmos nos privar de alegrias, porque elas podem nos trazer eventuais tristezas, é o mesmo que não viver. Procurar um caminho que contemple um e não o outro, é o mesmo que não tomar nenhum deles, pois estão intimamente ligados. Enquanto não nos decidimos, ficamos frustrados, atônitos, perplexos e vazios, tanto quanto quando escolhemos um dos caminhos pensando estarmos livres do outro.


Apenas quem vive em sua plenitude encara a vida ciente da presença da dualidade: merece a alegria porque enfrentou a tristeza e enfrenta a tristeza pela a alegria que veio ou virá.


Desse modo, o vacilo criado pelo “ser ou não ser” é muito mais danoso do que pensamos. Ficar no “ser ou não ser” é o mesmo que ficar entre o “sentir ou o não sentir”, o “não se alegrar ou não se entristecer”, o “existir ou o não existir”; enfim, entre o “viver ou o não viver”.


Boa sorte a todos aqueles que compreenderam as duas faces da realidade existencial chamada vida e não vacilam em vivê-la em sua plenitude.


Para ser grande, sê inteiro:

Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha

Porque alta vive.

Fernando Pessoa
(Ricardo Reis)

sexta-feira, maio 30, 2008

Papo de Anjo


Eu perguntei:

- Meu anjo, por que eu não tenho superpoderes de verdade? Por que não posso sair voando, ter superforças, ser invulnerável, que nem o Superman dos quadrinhos, que tanto tento imitar?


Respondeu o anjo:

- Por uma razão muito simples: se fosse para você ter esse tipo de poder, você não estaria nesse planeta e sim num outro, mais evoluído, onde as pessoas já aprenderam a usar os dons que têm em prol dos demais, então passaram a desenvolver habilidades sobre-humanas.


- Mas se eu tivesse superpoderes, eu usaria para ajudar os outros; pode acreditar.


- Sério?


- Juro.


- Então por que ainda não está usando os que já tem?


¬ ¬ .... esquece!



quarta-feira, maio 28, 2008

Você sabe manter um amor?

A mãe e a sua filha mocinha estavam caminhando pela praia.
Num certo ponto a menina perguntou:

- Como se faz para manter um amor?


A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Pega um pouco de areia e fecha a mão com força...


A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão, com mais velocidade a areia se escapava.
- Mamãe, mas assim a areia cai!!!


- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A mocinha assim fez, mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!


A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora pega outra vez um pouco de areia e mantem-na na mão semi-aberta, como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
- É assim que se faz durar um amor...'


Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre. Se ela voltar será sua pra sempre, se não, é porque nunca foi sua de verdade. A liberdade é o espaço que o espaço que a felicidade precisa.
Às vezes as pessoas que mais nos decepcionam são as que mais amamos. Justamente porque as julgamos perfeitas e esquecemos que são humanas!

(autor desconhecido)


segunda-feira, maio 26, 2008

Heróis e heróis



HERÓIS E HERÓIS

(para ler ouvindo “Same mistake”, de James Blunt)


Ser herói num mundo virtuoso, ideal e evoluído é uma tarefa diferenciada da que conhecemos. Neles, as preocupações e os desafios são outros que a defesa dos mais fracos e o crescimento do todo.


Em Krypton, por exemplo, não existem superseres como compreendemos, porque todos são supers. Todos são relativamente iguais e bem aparelhados. Embora isso não tenha impedido que a impáfia da elite cientista causasse o genocídio de seus cidadãos.



Ali ser “super” significaria despojar-se do orgulho e evacuar o planeta a tempo, com fez meu pai comigo. Mas agora é tarde; ficaram as lições.


Já ser herói num planeta complicado, de seres complicados, como a Terra, é desafiador, é uma tarefa digna de Hércules, de Apolo, de Aquiles; depois de Buda, de Jesus, de Gandhi, de Sai Baba, de Chico Xavier; e agora nossa.


Isso mesmo. Nós somos os heróis de hoje!



Nós que estamos sendo desafiados, de dentro pra fora, todos os dias, por nossos supervilões. Nós quem temos que buscar superpoderes, desenvolver super-audição, super-visão e supervelocidade, para nos superarmos, nos contermos, para cuidar do que ouvimos e vemos e para estarmos prontos quando o dever nos chamar – porque o tempo corre e o momento sempre nos surpreende.


Ou já sabemos identificar o flamular de nossa capa?


Acaso hesitaremos ao ouvir um “Socorro, Superman!!!” ou ainda perguntaremos “É comigo???


Estamos despertos para saber quando isso é ou não é um trabalho para o Superman?


Boa sorte a todos que reconhecem suas vulnerabilidades, mas, em verdade, se dedicam a ser Super todos os dias para não cometer os mesmos erros.




sábado, maio 24, 2008

O que me importa...


Hoje vou falar de como a rodada do campeonato brasileiro de futebol desta semana influenciou a minha vida.

Bem... ehhhh.. hummm...

Não só por esse aspecto também, mas porque.. ehhhrg... glup..!!!

Tudo bem... Nessa semana, o diferencial foi... o.. aquele.... como é mesmo? Que fez aquilo com aquele outro?????

Enfim.. para não morrermos de tédio, vou me socorrer no soneto abaixo:

"Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas e alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se a tristeza,


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza.
A firmeza somente na inconstância".


Gregório de Matos.

segunda-feira, maio 19, 2008

Milagre



"Para o cético, milagre nada mais é do que aquilo que a ciência ainda não explicou.

Para quem tem fé, milagre é a ciência explicando o Pai".


Boa sorte a todos que, mesmo com ciência, não perdem a sua fé.


sexta-feira, maio 16, 2008

O Que Não é Amor...



Já se falou tanto em amor, amizade e paixão...
Que tal falarmos do que não é amor?

Se você precisa de alguém para ser feliz,
isso não é amor.
É CARÊNCIA.

Se você tem ciúme, insegurança
e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado,
mesmo sabendo que não é amado,
e ainda diz que confia nessa pessoa,
mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais,
isso não é amor.
É FALTA DE AMOR PRÓPRIO.

Se você acredita que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)",
e sua vida fica vazia sem essa pessoa;
não consegue se imaginar sozinho
e mantém um relacionamento que já acabou
só porque não tem vida própria
- existe em função do outro -
isso não é amor.
É DEPENDÊNCIA.

Se você acha que o ser amado lhe pertence;
sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo;
não lhe dá o direito de se expressar,
de ter escolhas, só para afirmar seu domínio,
isso não é amor.
É EGOÍSMO.

Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente;
prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa,
porém sente algum prazer em estar ao lado dela,
isso não é amor.
É AMIZADE.

Se vocês discutem por qualquer motivo;
morrem de ciúmes um do outro
e brigam por qualquer coisa;
nem sempre fazem os mesmos planos;
discordam em diversas situações;
não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares,
mas sexualmente combinam perfeitamente,
isso não é amor.
É DESEJO.

Se seu coração palpita mais forte;
o suor torna-se intenso;
sua temperatura sobe e desce vertiginosamente,
apenas em pensar na outra pessoa,
isso não é amor.
É PAIXÃO.

Agora, sabendo o que não é amor,
fica mais fácil analisar, verificar o que está acontecendo e
procurar resolver a situação.
Ou se programar para atrair alguém por quem sinta carinho
e desejo; que sinta o mesmo por você,
para que possam construir um relacionamento equilibrado
no qual haja, aí sim, o verdadeiro e eterno amor.


Meu pai disse-me um dia:

"Filho... você terá três tipos de pessoa na sua vida:

- Um AMIGO,
aquela pessoa que você terá sempre em grande estima,
que você sabe que poderá contar sempre;
que bastará você insinuar que está precisando de ajuda
e a ajuda está sendo dada;

- Uma AMANTE,
aquela pessoa que faz o seu coração pulsar;
que fará com que você flutue
e nada importará quando vocês estiverem juntos;

- Uma PAIXÃO,
aquela pessoa que você amará,
desejará incondicionalmente,
às vezes nem lhe importando se ela lhe quer ou não,
e talvez ela nem fique sabendo disso.


Mas, se você conseguir reunir essas três pessoas numa só
- pode ter certeza meu filho:
- Você encontrou a felicidade."

(Augusto Schimanski - 1928/1973)

quarta-feira, maio 07, 2008

Super-"homens"


É engraçado e chega a ser até irônico!

Quantas vezes falei, blogs atrás, que Jesus Cristo foi o grande Super-homem que existiu na Terra.... e quantas vezes me falaram que "essa história de Superman é coisa de criança".

Falei e postei, noticiando o livro que trata da semelhança desses personagens, como "The Gospel According to the World’s Greatest Superhero" (O Evangelho segundo ao maior superherói do mundo), de Stephen Skelton; cuja capa ilustra esta postagem.

Recentemente, fuçando na internet, achei um blog, de David Bruce, desta vez comparando a história do filme Superman - The Movie, de 1978, com a trajetória bíblica do próprio Jesus; que é impactante, mas bem interessante de ler (link no final).

Heresia ou simples bobagem comparar Jesus com Superman?

O desafio não é comparar um com o outro. O verdadeiro desafio é nos compararmos a eles. Será que nós conseguiremos nos pautar, no dia-a-dia, com algum desses personagens em nossas atitudes; nos perguntarmos como agiria um ou o outro se estivessem no nosso lugar?

Muitos já conseguiram, descobriram seus poderes, suas divindades. Outros estão no processo. E muitos nem sabem que isso é possível.

Todos nós temos os nossos superpoderes, apenas muitos ainda não aprenderam a usar ou não despertaram para isso.

De todo modo, sigamos os exemplos dos super-homens que existem e dos que já passaram pela Terra e deixaram sua mensagem, seus sinais. Descubramos em nós mesmos onde estão os nossos super-poderes e façamos um bom uso deles.

Boa sorte a todos que descobrem o super-herói que existe dentro de si.

Para maiores referências:
http://www.entmin.com/htm/superman_book.htm
http://www.entmin.com/htm/speaking.htm
http://www.supermanhomepage.com/other/other.php?topic=c-interview-skelton
http://imwcastroalves.vilabol.uol.com.br/estudos/superman.htm
http://www.supergospel.com.br/noticia_superhomem-sendo-comparado-com-jesus-cristo-em-novo-filme_1019.html


quinta-feira, abril 17, 2008

Em nome de Deus! (clique aqui para "más" notícias)


Quando a gente acha que viu de tudo na vida, certas notícias mostram as maravilhas que a mão do homem ainda é capaz de operar.


Nesses dias, saiu na imprensa que, em determinado município pernambucano, Santo Antônio foi degredado à condição de vereador sem ter recebido um só voto.


Pervertendo o ditado, posso dizer o nome do santo, mas não posso contar o milagre.


Mesmo com idade para se aposentar há vários séculos, Santo Antônio não falta a uma seção. Sua estátua, e não um paletó, está sempre no plenário. Mas ele só vota por abstenção. O santo recebe salário mínimo sem se queixar e reverte tudo para um orfanato, já que fez voto de pobreza. Não tem assessores, verba de gabinete, de celular, de pasta, de notebook e auxílio moradia, pois já mora no paraíso. Todos o acham a simpatia em pessoa estão preparando uma festinha para ele no dia 13 de junho. Coisa de santo mesmo.


Mas santo virar vereador não me espanta. Quero ver é vereador virar santo!


Boa sorte a todos que votam em políticos “vivos” porque do jeito que está, nem santo agüenta.




quarta-feira, abril 09, 2008

Boa Viagem


Enganei-me redondamente ao achar que fazer as malas dá trabalho.


Fazer as malas é apenas maçante.


O problema se resume à atenção em levar tudo que precisamos e, muitas vezes, incluímos o supérfluo.

Trabalhoso e árduo mesmo é o desfazer das malas.


O desfazer de malas envolve retirar daquele minúsculo espaço, não apenas tudo que pusemos antes, mas também tudo que trouxemos de lá: caixas e mais caixas de inesquecíveis momentos, souvenires preciosos com gostinho de “quero mais” e a expectativa da passagem de retorno.


sexta-feira, abril 04, 2008

Vida louca, vida.


Eu não consumo veneno, evito a fast-food, o conservante, a gordura, o sal, o açúcar, o álcool e o tabaco.

Prefiro a salada, a sopa, o integral, o natural, o saudável.

Mas descobri que entre essas saladas tenho consumido um tempero perigoso e mais picante que a pimenta.

Estou colocando entre os pães e os alfaces… lá dentro… mais dentro que as vísceras… lá no fundo… mais fundo que o fundo do coração… os indigestos problemas do dia-a-dia.

E além de fazer isso não queimo essas calorias pesadas.

Então, pouco a pouco, eles vão corroendo, minando, inflando, inflamando e infartando o coração do jovem Super-herói.

Apesar de a vida ser um eterno corre-corre, isso não é atividade física. Tenho que me cuidar. Sou de aço, mas não sou de ferro.

Neste planeta, as voltas em torno do sol são muito poucas e quando a gente se dá conta, já foi.

A vida é uma louca vida, mas é breve, como diria o saudoso Cazuza.

sexta-feira, março 14, 2008

Conjunto habitacional



Enquanto andava pelas ruas do conjunto onde moro, observava as casas e percebi algo de óbvio, mas que me chamou mais ainda a atenção depois de assistir à entrevista de Ignácio de Loyola Brandão ao Professor Pasquale, onde aquele dizia que, na condição de cronista há mais de 10 anos da Folha e morador da cidade de São Paulo, não lhe poderia faltar assunto para escrever, pois o cronista é, sobretudo, um observador sensível do todo a sua volta.


Pois bem, voltando às casas do conjunto, percebi que elas eram feitas inspiradas em uma idéia comum, sob a mesma planta, têm originalmente a mesma área construída, a mesma altura; enfim, eram essencialmente iguais: casas de conjunto.


Percebi também que, com o passar do tempo e dos moradores, elas foram mudando e se diferenciando umas das outras: as cores, as obras de ampliação, as melhorias, os azulejos, a iluminação, o piso, as plantas, as árvores, os animais, galinheiros e canis. Umas até ganharam segundo andar!



Outras, por sua vez, foram sendo descuidadas, ficaram com as paredes descascadas, rachadas ou manchadas; receberam grades ou muros altos, que não se via dentro; outras acumulavam entulhos na varanda e nos quintais abandonados, dando-lhes um ar mais estragado ainda.


Esse observar de casas sugeriu-me uma comparação com as pessoas.



Assim como as casas do conjunto habitacional, as pessoas nasceram iguais perante a vida, mas com o tempo vão conquistrando atributos ou se depreciando por falta de cuidados.


Há pessoas que “enfeiaram” por fora, que perderam suas cores, que estão com suas paredes rachadas, que ergueram em torno de si muros de pedras brutas, com grades em forma de lanças, para protegê-las de algo do mundo exterior.


já outras apresentam uma fachada de beleza incompatível com a feiúra do interior. Há também pessoas coloridas, de tintas fortes, que se integraram com a natureza, que são bonitas interna e externamente, que, apesar das janelas de vidro, nunca foram usurpadas, e que já construíram o seu segundo andar (e quem sabe o terceiro).


Para as pessoas que se depreciaram por falta de cuidados, assim como as casas, nada que uma reforma não resolva.



As outras, que receberam melhorias e aumentaram seu “valor”, devem pensar: de que adianta serem belas e conservadas se à sua volta outras ainda precisam da dita “reforma”? O “conjunto habitacional” esta interligado e a melhoria de um elemento influi na do outro, assim como a depreciação; afinal, é o todo que conta.


Então, vamos continuar a edificar as nossas moradas... sempre e sempre..


Natal/RN, em 11 de outubro de 2005.

segunda-feira, março 10, 2008

Estar sozinho...


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos...
Individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer!
O amor romântico diz que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes acontece a despersonalização quase sempre da mulher.
Ela se abandona para se amalgamar ao homem.


A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.


A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Quer a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.


A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.


Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.


O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém.
Algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo...


Autoria de Flávio Gikovate

http://maisvoce.globo.com/mensagem.jsp?id=16274




quarta-feira, março 05, 2008

Carros


Eu queria conhecer o critério de criatividade das propagandas de pasta de dente, cigarro, cerveja e carro.

São todas rigorosamente iguais, seja qual for a marca.


Pasta de dente: gente brincando e, portanto, sorrindo. Até aí tudo bem.

Nas de cigarro, alguém praticando esporte. Não é um paradoxo?

Nas de cerveja: mulheres. Será verdade ou ilusão?


Agora, propaganda de carro é que me perturba de verdade.

Não fumo, raramente bebo e escovo os dentes três vezes por dia, portanto não tenho muitos problemas com esses temas.

Mas com carro é diferente.


Tenho sido castigado com momentos intermináveis dentro dele e acho que alguma coisa está diferente da realidade.

Vocês já repararam que em todas as propagandas de carro a cidade está deserta e o sujeito pode dirigir tranquilamente pelas ruas, curtindo seu carrão?

Isso não é real! Que cidade é essa? Onde é que fica, pra eu me mudar pra lá?

A realidade é a de cruéis engarrafamentos quilométricos, trânsito lentíssimo e gente dementada empalhando a passagem.


Eu me pergunto: por que ninguém teve a idéia original de fazer uma propaganda onde mostre o sujeito confortável em seu carro, no meio do engarrafamento, debaixo de um sol escaldante, sem nem se preocupar com o que ocorre à sua volta? Um carro que agüente o “primeira-segunda-primeira-segunda”?


O resto pra mim é ficção científica.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Cometimento

Hoje cometi um pecadinho.


Uma pequena ousadia.


Uma arte.


Uma excentricidade.


Por causa dele, passei o dia me sentindo diferente, como se estivesse escrito em minha testa a culpa do que fiz.


Andava na rua e achava que todos me olhavam sabendo dessa picardia.


Estava leve, irresponsável, inconseqüente, descomprometido e livre; como há muitos anos não me sentia.


Praticamente voltei à infância, à alegria juvenil.


Tirei um peso dos ombros... que alívio!


Andava lépido e faceiro, alheio a tudo e a todos.


E vim confessar para vocês minha extravagância:


deixei o celular em casa!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Eu não quero um carro novo


Pelo que tenho visto nas ruas, os carros novos são tão ruins que as pessoas se escondem atrás de películas, de tanta vergonha que sentem deles.

Os carros novos não andam nada. Só têm até terceira marcha e se arrastam no meio do trânsito. O meu, mesmo velhinho, vai passando por todos eles a 50 por hora.

Só não consigo passar quando os carros novos dão pane e param no meio da rua, no estacionamento do shopping, em frente às escolas, clínicas, etc. Mas assim que entra alguém, eles logo voltam a funcionar e o resto do mundo pode seguir seu destino.

Mas eles são muito difíceis de dirigir mesmo. São muitos fatores de dispersão: porta-copo, porta-fone, porta-chave, espelhinho, maquiagem, escova, pranchinha, manicure, ar, som, vídeo, tv. Quando o sinal abre o motorista fica tão confuso que o carro só sai do lugar depois de muito custo; aí já tá quase na hora de fechar de novo.

E quando estão em “movimento”, sempre vejo o motorista falando ao celular. Acho que é pedindo alguma orientação, porque ele fica usando as duas faixas ao mesmo tempo. Dá pra ver a expressão de dificuldade. Parece que não tem a menor idéia do que faz.

Pra fazer uma curva então: outra via crucis. Os carros novos não vêm equipados com retrovisores nem luzes no pisca-pisca. Então sempre sou surpreendido com uma repentina mudança de trajetória… em rota de colisão comigo. É uma luta dirigir um carro assim. Se meu carro não fizesse curvas ou freasse rápido, já teria perdido ele várias vezes por causa dos carros novos.

Uma idéia genial para as montadoras de veículos é um sistema automático, que permita ao motorista dirigir alcoolizado sem matar ninguém; e a retirada do dispositivo que amputa dedos ao rebater o banco traseiro.

A única coisa que presta num carro novo é o som. Isso sim é evidente. Tão evidente que não é possível prestar atenção em mais nada na vida quando um carro novo passa.

O único problema é o porta-malas, que não fecha por falta de espaço. Outra coisa em que meu carro velho é melhor que os novos.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Ecos de Brasília

Sugestão: que tal uma CPI pra saber por que o pessoal de Brasília faz CPI por causa de tudo?

Dica: a gratificação que os parlamentares recebem.

Adágio popular (adaptado): "se for dirigir, não beba; se for beber, não dirija; se for beber e dirigir, compre bebidas em estabelecimentos fora das BR´s".

Comentário: será que viverei tanto pra ver outra lei tão inteligente quanto essa? Aqui no Estado apenas três pessoas morreram a menos que no carnaval passado, mas número de autuações por direção alcoolizada aumentou em 200%.